domingo, 19 de outubro de 2014

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Leiam o 1° capítulo (DESDE A ÚLTIMA REVISÃO FEITA POR MIM)

 Capítulo 1 – A morte não tem cura!

 Após 56 anos do fim da 3° Guerra Mundial, que ficou conhecida pelas explosões nucleares criadas envolvendo as maiores potencias do mundo, começou uma nova era de escravidão, os países perdedores da guerra e todos os seus seguidores caíram, perderam quase tudo, a única coisa que restou foi a terra onde habitavam. Uma lei foi criada pela ONU, onde dizia que os países vencedores da guerra poderiam ficar com todas as riquezas que aquela terra produzira e ter a mão de obra das pessoas que habitavam o lugar, em troca, dariam uma moradia e refeição. Os vencedores também obtinham o direito de colocar uma pessoa para governar a terra. Após a guerra, em um lugar que já fora conhecido como Brasil, começa nossa história.
 Roger era um homem que vivia como escravo no país de Fraterny, governado pela Inglaterra, o país exportava café, carvão, cana de açúcar e obtinha minas de petróleo. Roger trabalhava em uma mina de carvão, ele saia e entrava de dentro de grandes escavações puxando quilos do material valioso com os seus braços fortes para fora do buraco, depois aquele carvão passava por uma fábrica de refinaria e por fim era enviado para a Inglaterra, onde ocorria a venda para outros países.
 O lugar onde Roger trabalhava era um grande terreno de terra, na capital do país, várias máquinas de escavação rodeavam o lugar, várias pessoas entravam dentro de buracos gigantes, sendo sustentados somente por uma corda comum e levando um saco de fibra nas mãos, quando enchiam o saco, apertavam forte a corda e eram puxados para fora por máquinas e levavam o saco ao caminhão.  
 Logo após terminar o turno de trabalho duro, Roger se dirigiu até o “seu” quarto, que era um grande vagão de ferro vermelho e preto em forma de cilindro com o chão achatado, por dentro havia vários colchões e algumas beliches, que eram utilizados pelas pessoas, como todos tinham somente cinco horas de descanso diárias, ele se deitou e dormiu rapidamente, sonhou o de sempre. Roger estava com seu pai e sua mãe em um vagão antigo, ainda era jovem, olhava seu irmão menor em um colchão no chão, lendo, seu pai levantou da cama e olhou o menor com orgulho, depois virou com seu rosto velho e sujo para Roger que estava em cima da beliche.
 – Acabou o descanso. – Logo após a fala de seu pai, Roger acordou.
 Ele estava todo suado, se levantou da cama e olhou para o relógio, ele ainda tinha mais uma hora para dormir, mas tinha várias coisas para fazer, levantou da cama e foi andando até o fim da cabine, onde havia o banheiro, quando chegou lá se olhou no espelho que estava rachado e com um pedaço da borda faltando, estava como sempre, cabelos cortados no estilo militar e loiros como areia, olhos caramelo, com barba um pouco grande e as roupas de sempre, camisa cinza claro, calça de camuflagem verde escura, botas pretas e um pingente que dizia seu nome, Roger Creed.
 Roger saiu do vagão dormitório e foi andando até o hospital que ficava à algumas quadras, ele passou por vários escombros e lixos antigos jogados no chão, a cidade tinha vários prédios e casas altas para não serem poluídas pelo lixo que ocupava parte das ruas, mesmo sendo a capital, a parte mais rica do país, o lugar era bem sujo, Roger foi desviando de cada coisa estranha que aparecia em sua frente, ele aprendeu da pior maneira a não mexer no lixo, – quando era pequeno ele encostou a mão em uma lata de alumínio jogada no chão e de repente seu corpo parecia queimar, quando sua mãe percebeu que ele fora intoxicado de alguma maneira pelo lixo no chão, o levou até o hospital central e conseguiram um médico rapidamente e com muito cuidado curá-lo –.
 Quando chegou ao hospital, foi logo procurar o quarto que conseguiu para sua mãe, o lugar tinha vários pacientes doentes e muito poucos médicos para tratá-los. Subiu pelas escadas alguns andares e logo que entrou na sala branca e cheia de cortinas separando uma cama da outra, viu a mãe no pior estado possível, ele sabia que ela não tinha muito tempo de vida, andou até ela e sentou-se seu lado, ela estava com os cabelos brancos, com a pele pálida e toda enrugada, seu rosto mostrava já ter sido bonito, ele passou o dedo na testa dela, uma lágrima escorreu do rosto de Roger.
 – Não fique assim, meu filho. – Disse a mãe dele.
 – Como eu faço isso com você desse jeito? – Respondeu Roger segurando as mãos da mãe e tentando conter as lágrimas.
 – Eu não sei – respondeu ela. – Filho, eu sei que eu não vou passar de hoje, meu coração está parando de bater, eu sinto, eu vivi muito, dei a educação necessária a você e seu irmão, deixe-me juntar ao seu pai, eu estou me segurando há tanto tempo, só precisava te dizer isto.
 – Mãe, por favor, fique.
 Durante toda a conversa Roger e sua mãe se olhavam nos olhos com tristeza a mostra em ambos os rostos. Com o desenrolar da conversa, a mãe de Roger o olhou bem nos centro dos olhos e abriu a boca para dizer suas últimas palavras.
 – Diga ao seu irmão que amo vocês dois, do fundo do meu coração. – Foi então, depois de dizer suas últimas palavras, que ela fechou os olhos e deixou seu filho com seus braços debruçados em seu corpo, chorando e repetindo em sussurros uma frase pequena e profunda, “Eu também te amo”.

1.2
 A torre presidencial ficava na capital do país, ela era cercada por várias metros de cercas elétricas de alta voltagem e muitos guardas, era grande e totalmente branca por fora e prata por dentro, no topo existia um globo dourado representando o planeta todo, naquele dia estava acontecendo um conselho presidencial para apresentar novas ideias para conseguir dinheiro ao país, muitos tipos de idéias já haviam sido apresentadas, a sala do conselho era um lugar   todo prata com portas grandes e pretas dos dois lados, a mesa também prata era retangular e longa, havia cadeiras dos dois lado da mesa e no final a cadeira principal com o presidente. Estava quase na vez de Robert, o irmão mais novo de Roger apresentar seu projeto. Robert tinha cabelos castanhos claros, rosto mais fino que do seu irmão, a cor dos olhos era de um azul escuro e usava terno marrom claro e óculos, ele conseguiu estudar com livros da biblioteca que existia no parque central da capital, agora destruído, chegando até o conselho presidencial, ele era o 14° homem na mesa e o penúltimo a fazer a apresentação, estava ele olhando para o presidente e com medo de se engasgar com a própria ansiedade, quando a vez dele chegou.
 Ele se levantou da cadeira e ficou cara a cara com o Presidente, o velho Cong, um homem com quase 70 anos de idade, a cara era enrugada, nariz redondo como uma batata, cabelos brancos e seus olhos castanhos o deixava com cara de “Não mexa comigo, ou mandarei um dos meus guardas o matar”, Robert pegou suas pastas e começou a apresentar sua ideia.
 – Olá, bem, meu nome é Robert Credd e tenho 21 anos, – Ficou pensando por alguns segundo – minha ideia é bem simples, eu pesquisei muito e descobri que a alguns anos atrás, antes da guerra nuclear ocorrer existia uma coisa chamada, ”Reality Show”, se trata de pessoas que eram vigiadas por câmeras, ou pessoas que concorriam a algum prêmio, tendo assim que passar por provas ou algo do tipo. – Com nervosismo ele tentou olhar para o presidente em busca de alguma reação.
 – Prossiga rapaz. – Disse Cong, com os olhos ainda firmados em Robert e em seu discurso.
 – Então eu pensei, por que não fazemos um tipo de “Reality Show” e vendemos para outros países, – a ideia fazia muito sentido para Robert – um programa de televisão, eles pagam para nós e em troca vamos dar a eles algo para se entreterem.
 – Boa ideia garoto, vou anotar e pensar melhor, próximo. 
 O presidente olhou para todos e apontou o dedo para um rapaz de óculos redondos, cabelos pretos, os olhos eram verdes e o rosto fino, seu corpo era magro demais e suas mãos tremiam.
 – Faça a sua apresentação e seja o mais breve possível, por favor. – Exclamou o presidente Cong o olhando diretamente nos olhos.
 – Bom, meu nome é Victor Rasmy – começou a dizer o rapaz –, e eu tenho uma coisa magnífica para mostrar a vocês.
 Victor então correu a mão para sua maleta marrom escura e tirou dela um laptop preto, logo depois retirou uma mão feita de ferro, a mão era cheia de parafusos e em algumas partes ela brilhava azul como neon, pura tecnologia.
 – Isso é uma prótese que eu criei – disse Victor segurando a mesma com sua mão esquerda e com os dedos da sua mão direita digitava algo em seu computador –, bem, pensem vocês que esse computador é o cérebro humano, agora eu pego esse fio, conecto a ponta número 1 na prótese e depois conecto a ponta número 2 no laptop.
 Depois de conectar o fio nas entradas destinadas ele olha para o presidente com os olhos semi cerrados, como se procurasse um esboço de interesse.
 – Bom, agora eu somente deixo o meu, “cérebro” falso fazer seu trabalho.
 Então, logo que Victor solta a prótese da mão sobre a mesa branca e clica no botão “Enter” em seu computador, a prótese começa a se movimentar, e segura até uma caneta perto de Robert. Vendo que todos da sala, incluindo o presidente, estavam surpreendidos ele explica qual é o objetivo da prótese mecânica.
 – Bem, essa é uma prótese bio mecânica, ela pode substituir qualquer parte do corpo, sendo que ela é muito real, eu a criei para usá-la nas pessoas que trabalham para o governo que estão impossibilitadas de fazer o serviço por não terem mais membros do corpo que as possibilitavam de fazer o serviço designado a elas, pernas e braços são exemplos de membros que poderíamos trocar pela prótese.
 – Incrível – Disse o presidente Cong com um sorriso grande no rosto –, vá ao meu escritório daqui 30 minutos, quero conversar melhor sobre este projeto. Isso pode render muito dinheiro, o conselho está encerrado.

 Ao dizer isso, a cadeira de Cong se desprendeu do chão e ficou presa à um cabo que se soltou do teto, junto a uma passagem circular que se abriu, e puxou o presidente até o andar de cima, então todos da sala se levantaram de suas cadeiras, arrumaram as pastas e saíram pela porta principal, sobrando somente na sala Victor e Robert, os dois apertaram as mãos e saíram por portas de lados diferentes da sala, um indo pela porta principal esperar para ver o presidente e o outro indo pela porta secundária para ir ver a mãe e depois seu irmão mais velho. 

quinta-feira, 2 de outubro de 2014